Conheça a realidade da Cidade Estrutural – DF

Realidade da Cidade Estrutura no Distrito Federal

A ocupação habitacional da Cidade Estrutural, também denominada Região Administrativa XXV do Distrito Federal (SCIA – Estrutural), originou-se em meados da década de 60, a partir da criação do aterro sanitário. Com a constituição do “Lixão da Estrutural”, catadores e trabalhadores em situação de risco vislumbraram uma oportunidade de emprego, migrando de diversas localidades até as áreas próximas do aterro.

Apesar de diversas possibilidades de remoção destes indivíduos da região, as décadas seguintes são marcadas pela expansão da ocupação irregular constituindo, assim, uma nova cidade erguida sob a necessidade urgente de trabalho, entretanto, carente de planejamento e infraestrutura adequados.

 

População

Em tempos recentes a Cidade Estrutural conta com 36.015 habitantes, majoritariamente feminina (52,2%), formada por jovens entre 15 a 24 anos (35%). No que diz respeito à educação 44% dos moradores possuem apenas o ensino fundamental incompleto e a maior parte não estuda (65,94%). Ainda de acordo com a pesquisa, 93% dos moradores possuem rede de abastecimento de água e a região também conta com tratamento de esgoto na rede pluvial.

 

Imagem aérea da Cidade Estrutural - DF

Imagem aérea da Cidade Estrutural – DF

 

Infraestrutura da Cidade Estrutural

No que tange às dimensões de infraestrutura, a região possui a Administração da cidade, Centro de Saúde, um Posto Policial (Polícia Civil), uma Unidade da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (ROTAM) da Polícia Militar do DF, um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), um Conselho Tutelar, Restaurante Comunitário, Centros de Convivência, três escolas públicas, entre outros.

Este quadro de serviços públicos cresceu desde os últimos anos, entretanto, ainda é insuficiente para a quantidade de habitantes e demanda populacional, por isso, as instituições do chamado Terceiro Setor possuem um papel fundamental nestas localidades.

 

Índice de Desenvolvimento Humano

No cenário brasileiro, atualmente, constata-se que a região do Distrito Federal contém o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país, de acordo com o Atlas do Desenvolvimento Humano. Conforme estatísticas apresentadas através do portal, em 2010 o DF possuía o maior índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil, sendo a única unidade federativa com o índice de desenvolvimento enquadrado na escala em “muito alto”, com 0,824.

O IDHM pode variar entre 0 e 1 (em que 0 representa “muito baixo” e 1, “muito alto”) e considera indicadores de três dimensões do desenvolvimento humano: longevidade (envolve expectativa de vida, fecundidade e mortalidade infantil), educação (analisa a escolaridade da pessoa adulta, bem como fluxo escolar da população jovem) e renda (analisa a renda per capita da população).

A pesquisa demonstra ainda que o Distrito Federal lidera as três dimensões, se forem consideradas de forma isolada – renda: 0,863, educação: 0,742 e longevidade:
0,873. Entretanto, se estas mesmas dimensões forem analisadas por região é possível notar que o DF registra um dos maiores níveis de desigualdade social e econômica do país.

Neste sentido, uma ocupação desordenada chamada Setor Santa Luzia apresenta o menor IDHM do Distrito Federal, a região abriga 2% da população mais pobre da capital do país.

 

Vista da Cidade Estrutural através da Capela de Santa Luzia

Vista da Cidade Estrutural através da Capela Santa Luzia

 

Setor Santa Luzia

Com área territorial de 80 hectares e localizado no limítrofe do Parque Nacional, contíngua à Estrutural/SCIA, o Setor Santa Luzia situa-se em uma Área de Preservação Permanente (APP), região não regularizável e com ausência de infraestrutura adequada de água, energia, esgotamento sanitário, drenagem pluvial e pavimentação. Assim, cerca de 15 mil habitantes vivem em 3.800 moradias precárias e em situação de alta vulnerabilidade social.

De acordo com um estudo recente da Codeplan , a região apresenta insuficiência de dispositivos públicos como hospitais, creches, entre outros, bem como carência de benefícios no campo da assistência social e política integrada de geração de emprego e renda.

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